Resenha: Sherlock Holmes

Sherlock Holmes400

Sempre fiquei intrigada com o Sherlock. Sua personalidade, um tanto quanto difícil, sua mente perspicaz, seus métodos atípicos, mas no fundo, um bom amigo, um curioso e com um senso de justiça bem particular.

É claro que você vai lembrar da frase “elementar, meu caro Watson”, mas saiba que esta belezinha não foi cunhada por Arthur Conan Doyle para a sua mais famosa personagem – Sherlock Holmes – mas sim, pelo ator e dramaturgo William Gilette, creiam, para o teatro. Uma das mais eloquentes peripécias das adaptações do nosso querido detetive.

Entretanto esta é autoral, “Tendo eliminado o impossível, o que lhe restar, por improvável que seja, deve ser a verdade”; frase proferida por Holmes à Watson enquanto estão investigando quem havia entrado nos aposentos de Pondicherry Lodge para roubar a arca do tesouro (O Signo Dos Quatro).

Leitura recente? Sim!! Deste mês? Não!! Na verdade, maio foi o mês escolhido, casualmente (pura e exclusivamente porque foi o mês em que a UNEB entrou de greve e eu tive um tempinho extra pra me dedicar um pouco de prazer), para fuçar a vida deste moçoilo e a edição premiada foi a da Martin Claret. Por acaso?, não!!! O que culminou nesta escolha foi justamente o fato de não haver cortes na história, nada de censura literária, até porque, hoje, todo mundo sabe bem o que é a cocaína e seus efeitos deletérios, coisa que o Freud não conhecia nos idos do século XIX, quando da sua ampla utilização como medicamento livre e indistinto.

Esse volume compreende quatro romances (Um Estudo Em Vermelho, O Signo Dos Quatro, O Cão Dos Baskerville, um dos meus preferidos, e O Vale Do Terror, além de um apêndice considerável) capazes de te prender por um curto espaço de tempo (afinal, pra quê perder tempo atualizando Facebook quando você tem, em mãos, um chuchuzinho desses?) e que, de quebra, ainda lhe abre os olhos para um aspecto básico da vida, além de lhe incutir algumas outras tantas paranóias, é bem verdade, mas lhe desperta para o poder da observação, siiiiiiim, pois aliado ao fato de possuir uma memória prodigiosa e um nariz apurado, a grande capacidade do Sherlock reside em confiar na sua observação acurada dos fatos e discernir, com destreza e resolutividade, quanto à melhor atitude a ser tomada.

Engraçado mesmo é ver o Dr. Watson tentando compreender como Sherlock alcança tantas proezas quando possui limitações do tipo, “1. Conhecimento de Literatura: Zero 2. Conhecimento de Filosofia: Zero 3. Conhecimento de Astronomia: Zero 4. Conhecimento de Política: Fraco 5. Conhecimento de Botânica: Variável. Bem informado em beladona, ópio e venenos em geral. Nada sabe de jardinagem prática. 6. Conhecimento de Geologia: Prático, mas limitado. Identifica à primeira vista diferentes tipos de solo geológico. Voltando de uma de suas caminhadas, mostrou-me manchas na calça e disse-me, pela cor e consistência da terra, em que parte de Londres adquiriu-as. 7. Conhecimento de Química: Profundo. 8. Conhecimento de Anatomia: Preciso, mas sistemático 9. Conhecimento de Literatura Sensacionalista: Imenso. Parece conhecer cada detalhe de todos os horrores perpetrados no século 10. Toca bem violino 11. Exímio boxeador e esgrimista de porrete e espada 12. Tem um bom conhecimento prático do código legal britânico” (DOYLE, 2014, p. 21-22).

Para quê mais, né? 🙂

* DOYLE, Arthur Conan. Sherlock Holmes. São Paulo: Martin Claret, volume I/ romances, 2014.

Anúncios

2 comentários sobre “Resenha: Sherlock Holmes

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s