Resenha – 1984 – George Orwell

1984 George Orwell..

Algumas vezes me acredito embusteira ao chamar estes encontros de palavrinhas por resenhas. Quem vem aqui buscando detalhes sobre autor e obra, descrição completa dos personagens, resumos, etc e tal, ficará desapontado, pois não faço mais do que expor impressões acerca daquilo que, sob o meu ponto de vista, toca a alma ou indigna a razão. Além do mais, existem diversos blogs, profissionais ou não, que o fazem com tamanha precisão matemática (ou seria vestibulística? Mas, a palavra Vestibular, em Novafala, não está destinada à extinção e será substituída por Enem? Provavelmente, todavia, ainda não estamos em 2050, quando da efetivação da Novafala, inclusive o vestibular também não foi subtraído de todas as universidades/faculdades do país; e outra, 1984 não faz parte dos guias de leituras solicitados, enfim…) e que estão alinhavadamente e tacitamente disponíveis na blogosfera.

Outras tantas vezes fico pensando, vou falar o quê quando o cara já fez um romance caralhudo e me faz parecer a última sobrevivente na fila da criatividade? Então, me apego ao fato de que a vida, ou a versão de realidade de certas pessoas, zilhões de vezes, parece bem mais interessante que a nossa. Depois lembro que, ao menos nesse tempo aí, os caras não recorriam às simulações de felicidade made in photoshop ou às pílulas de realidade entorpecente, vulgo redes sociais, aí suspiro novamente e acredito que a minha insignificância não é de todo produto da nova ordem social. Seria eu, então, uma personagem da revolução de Orwell? Mais uma autômata? Calma, economizem seus tapas na cara de “acorda pra vida”, pois já me dei conta de que sou só mais uma proleta dos tempos modernos que anda com manias de fuga da realidade induzida por universos literários, graças aos céus, infindáveis. Oxalá, meu Deus, por isso!

É, né?, acho que já podemos falar sobre Winston Smith, Júlia, O’Brien … Ai ai ai, eu disse que não descreveria personagens e já estou me contradizendo? Estou pensando em algo e desacreditando ao mesmo tempo? Continuo acreditando naquele algo, mas fingindo que não. Já estou praticando o pensamento-crime, duplipensamento e ainda não sei usar a Novafala? Calma, Elaine, até o final você terá cumprido com os seus estágios de Aprendizado, Compreensão e Aceitação do raciocínio orwelliano.

Por hora, sigamos com as impressões

George Orwell 1984..

Pense numa narrativa dinâmica e gostosa. Pois, lhe asseguro que terá dificuldades em desprender os olhos da vida de Winston. Esse cara vive constantemente supervisionado por câmeras, aliás, ele e toda a nação oceânica; estas câmeras, conhecidas por teletelas (à propósito, SIM, a ideia do nome para o reality show “Big Brother” teve inspiração num personagem do livro, personagem este que só existe enquanto iconografia do poder, da ordem, da vigilância e da autoridade; ares de vida mesmo, de carne e osso, ninguém sabe ninguém viu. Mas também o nosso “Grande Irmão” teve inspiração, segundo afirmam, na figura do Josef Stalin, líder do Partido Comunista da União Soviética, na Segunda Guerra Mundial. Resgatemos, da memória ou do Google, os atores cruciais do período, eixo e aliados, lembremos dos interesses militaristas e expansionistas, lembremos da contextualização da cobiça pelo poder territorial e bélico para, desta forma, nos localizarmos em meio às analogias), tanto transmitem, quanto captam imagens e sons, uma espécie de mão dupla mesmo, e estão presentes em seu trabalho, residência e nos mais diversos ambientes possíveis com o intuito de passar informes acerca do que acontece na Oceânia, trazer notícias ora da Eurásia ora da Lestásia – rivais de uma eterna suposta guerra, além de ditar e instaurar o que deve ser seguido por  todos os seus habitantes, indubitavelmente.

“Big Brother is watching you”.

Winston, nosso protagonista, tem 39 anos, uma úlcera varicosa acima do tornozelo direito, trabalha no Ministério da Verdade, cuja principal tarefa é distorcer os fatos e, à sua revelia, sepultar diariamente o passado. Vive em meio à uma guerra flagrante contra a memória, o que só lhe inspira a necessidade por manter viva, ao menos em sua lembrança, a realidade dos fatos, mesmo sabendo que, se o Partido desconfiar de suas jornadas de duplipensamento, será um homem morto. Winston sente-se cansado, exaurido por uma ausência de sentido, e quer mais é desafiar o Partido, nem que seja nas linhas do seu mais novo atributo criminoso – um pequeno diário.

Dia a dia e quase minuto a minuto o passado era atualizado. Desse modo era possível comprovar com evidências documentais que todas as previsões feitas pelo Partido haviam sido acertadas; sendo que, simultaneamente, todo vestígio de notícia ou manifestação de opinião conflitante com as necessidades do momento eram eliminados. A história não passava de um palimpsesto, raspado e reescrito tantas vezes quantas fosse necessário. Uma vez executado o serviço, era absolutamente impossível provar a ocorrência de qualquer tipo de falsificação (ORWELL, 2009. p. 54).

O pior de tudo é perceber que basta acompanharmos os noticiários para que tenhamos vislumbres desse tipo; o que mais encontramos são veículos de comunicação, leia-se todo tipo de mídia, maquiando seus editoriais o suficiente para lapidar as notícias distorcidas e transformá-las em cifras e em ódio. Assim, somos forçados a trabalhar o pensamento incessantemente com o intuito de fugir à alienação e analgesia dos veículos prostituídos, que me perdoem as profissionais que sobrevivem do sexo por ausência de perspectiva de vida.

Tenho a impressão de que você acha que nossa principal missão é inventar palavras novas. Nada disso! Estamos destruindo palavras – dezenas de palavras, centenas de palavras todos os dias. Estamos reduzindo a língua ao osso. A Décima Primeira Edição não conterá uma única palavra que venha a se tornar obsoleta antes de 2050 .

[…]

Você não vê que a verdadeira finalidade da Novafala é estreitar o âmbito do pensamento? No fim teremos tornado o pensamento-crime literalmente impossível, já que não haverá palavras para expressá-lo. Todo conceito de que pudermos necessitar será expresso por apenas uma palavra, com significado rigidamente definido, e todos os seus significados subsidiários serão eliminados e esquecidos. Na Décima Primeira Edição já estamos quase atingindo esse objetivo. Só que o processo continuará avançando até muito depois que você e eu estivermos mortos. Menos palavras a cada ano que passa, e a consciência com um alcance cada vez menor (ORWELL, 2009. p. 67-69).

Lembram de toda aquela farsa criada em O Show De Truman? Onde o Jim Carrey vivia num contexto de reality show e todos vigiavam a sua vida? Lembram daquele final gostoso onde ele encara a ideia de loucura, as armadilhas impostas para que não fugisse daquele contexto e onde, principalmente, ele ignora o manda-chuva? Pois, essa sensação de desespero e vontade de gritar um basta também aparece aqui. E começa a tomar prumo, ganhar ares de planos arquitetáveis, quando Winston, finalmente, conhece Júlia.

Júlia é o frescor da primavera no auge dos seus 26 anos; exibe um corpo atraente, mesmo escondido sob o macacão comum a todos os membros do Partido (se o sexo deveria ser desestimulado para que todas as pulsões dos indivíduos estivessem em função do Partido, então, também as roupas deveriam exercer o seu papel, eram amorfas, indiferentes, padronizadas, menos para os proletas, que viviam à parte, no submundo de Oceânia e não eram considerados como membros da sociedade, exceto, óbvio ululante, quando lhes convinha), é membro exemplar da Liga Juvenil Antissexo nas horas úteis – nas outras tantas é a subversiva mais pulsante que existe – e trabalha no Departamento de Ficção.

Havia uma conexão íntima e direta entre castidade e ortodoxia política. Porque, de que maneira manter no diapasão certo o medo, o ódio e a credulidade imbecil que o Partido necessitava encontrar em seus membros se algum instinto poderoso não fosse represado e depois usado como força motriz? A pulsão sexual era perigosa para o Partido, e o Partido a utilizava em interesse próprio. A pulsão de paternidade também fora instrumentada de forma semelhante, embora fosse impossível abolir a família – e, na verdade, as pessoas eram estimuladas a gostar dos filhos quase nos moldes de antigamente. As crianças, por sua vez, eram voltadas sistematicamente contra os pais e aprendiam a espioná-los e a relatar seus desvios. Com efeito, a família se transformara numa extensão da Polícia das Ideias. Era um instrumento graças ao qual todos podiam ficar noite e dia cercados por informantes que os conheciam intimamente (ORWELL, 2009, p. 161).

Enquanto as mulheres do Partido eram todas apáticas, praticavam o sexo apenas para a procriação e viviam suas vidas sempre condicionadas pelas lavagens cerebrais que lhes eram atribuídas, Júlia tinha um quê no olhar que despertava sensações diversas em Winston. À princípio, ele acreditava que ela fosse um membro da Polícia das Ideias, então, tratava sempre de esquivar-se e mantê-la sob o escrutínio marcante do seu olhar acurado, ao passo em que fingia desinteresse (lembremos que as teletelas captavam tudo, olhares, comportamentos chegando até mesmo ao mais leve sussurro). Assim, ele observava ao seu modo e mantinha uma certa distância, mas, depois que ela encontra uma forma de se declarar, tudo muda de figura, por sinal, até a úlcera varicosa de Winston passa a dar uma trégua ao amor.

1984..

Winston sempre acreditou que, se havia alguém em Oceânia que deveria pensar da mesma forma que ele e que, certamente, seria um possível parceiro na derrocada do Partido, esse cara deveria ser O’Brien. Entretanto, conforme descobriremos mais adiante, O’Brien será responsável pela derrocada SIM, mas de Winston e Júlia.

Pense num escroto. Pois.

Engraçado é que depois de assistir Onde Os Fracos Não Tem Vez fica impossível não desejar que o Javier Bardem interpretasse essa figura, mesmo fugindo um pouco à descrição física da personagem que mais pareceria com o Lawrence Fishburne, mas vamos lá, licença poética à parte, psicopata por psicopata o Javier é um partidão. E mais, só não penso no Lecter, sorry, no Anthony Hopkins porque ele já tá bem velhinho, rsrsrrs…

Quantas vezes apanhara, e por quanto tempo, não recordava. Havia sempre cinco ou seis homens de uniforme preto batendo nele ao mesmo tempo. Às vezes eram punhos, às vezes cassetetes, às vezes varas de aço, às vezes botas. Havia ocasiões em que ele rolava indignamente pelo chão, como um animal, revirando o corpo para um lado e para o outro, num esforço incessante e desesperado de se esquivar dos chutes, mas só conseguindo incitar mais e mais chutes nas costelas, na barriga, nos cotovelos, nas canelas, na virilha, nos testículos, na base da coluna. Havia ocasiões em que a coisa se prolongava tanto, tanto, que o que lhe parecia realmente cruel, perverso e indesculpável não era os guardas continuarem batendo nele, mas que não conseguisse se obrigar a perder a consciência. Havia ocasiões em que a coragem o abandonava de tal forma que ele se punha a pedir clemência antes mesmo que a pancadaria começasse, ocasiões em que a simples visão de um punho se preparando para desferir o murro era o que bastava para fazê-lo confessar uma profusão de crimes reais e imaginários (ORWELL, 2009, p. 283).

Quando leio esse fragmento de imediato lembro de duas referências, uma cinematográfica, o filme Papillon que por trás da história de uma prisão injusta, retrata muito bem os horrores das torturas propositalmente indiscrimidas, e a segunda, o Destacamento de Operações Internas – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), muito conhecido como o centro de tortura e abominação brasileiro que exercia sua autoridade do mal durante a ditadura militar e onde, infelizmente a nossa presidente Dilma Rousseff, e tantas outras pessoas de bem, tiveram o desprazer de conhecer e certamente, até hoje, devem fazer o possível para subtrair da memória.

Só quem sobrevive aos horrores da guerra é que pode saber o que se coloca em jogo, quando a vida passa a significar nada além de números, até mesmo a biografia do Orwell nos revela a mudança no alcance de suas intenções literárias depois de sua experiência em campo de guerra na Espanha. Se antes rejeitava e considerava excesso perdulário o uso de descrições que continham requintes de violência, no pós-guerra não mais pôde permitir-se esse luxo; via-se obrigado à fidelidade em abordar os pontos sombrios aos quais havia sobrevivido, nem que fosse para servir de alerta à humanidade no que tange aos espólios de guerra que dizimam almas à fio.

1984 George Orwell...

“Como um homem pode afirmar seu poder sobre outro, Winston?”

Winston pensou. “Fazendo-o sofrer”, respondeu.

“Exatamente. Fazendo-o sofrer. Obediência não basta. Se ele não sofrer, como você pode ter certeza de que obedecerá à sua vontade e não à dele próprio? Poder é infligir dor e humilhação. Poder é estraçalhar a mente humana e depois juntar outra vez os pedaços, dando-lhes a forma que você quiser. E então? Está começando a ver que tipo de mundo estamos criando? Exatamente o oposto das tolas utopias hedonistas imaginadas pelos velhos reformadores. Um mundo de medo e traição e tormento, um mundo em que um pisoteia o outro, um mundo em que se torna mais e não menos cruel à medida que evolui. O progresso no nosso mundo, será o progresso da dor. As velhas civilizações diziam basear-se no amor ou na justiça. A nossa baseia-se no ódio. No nosso mundo as únicas emoções serão o medo, a ira, o triunfo e a autocomiseração. Tudo o mais será destruído – tudo. Já estamos destruindo os hábitos de pensamento que sobreviveram da época anterior à Revolução. Cortamos o vínculo entre pai e filho, entre homem e homem, e entre homem e mulher. Ninguém mais se atreve a confiar na mulher ou no filho ou no amigo. Mas no futuro já não haverá esposas ou amigos, e as crianças serão separadas das mães no momento do nascimento, assim como se tiram os ovos das galinhas. O instinto sexual será erradicado. A procriação será uma formalidade anual, como a renovação do carnê de racionamento. Aboliremos o orgasmo. Nossos neurologistas já estão trabalhando nisso. A única lealdade será com o Partido. O único amor será o amor ao Grande Irmão. O único riso será o do triunfo sobre o inimigo derrotado. Não haverá arte, nem literatura, nem ciência. Não haverá distinção entre beleza e feiura. Não haverá curiosidade, nem deleite com o processo da vida. Todos os prazeres serão eliminados. Mas sempre – não se esqueça disto, Winston -, sempre haverá a embriaguez do poder, crescendo constantemente e se tornando cada vez mais sutil. Sempre, a cada momento, haverá a excitação da vitória, a sensação de pisotear o inimigo indefeso. Se você quer formar uma imagem do futuro, imagine uma bota pisoteando um rosto humano – para sempre” (ORWELL, 2009, p. 311-312).

Ficou arrepiado com este fragmento?  Pois, limito-me a salientar, apenas, que tanto as utopias quanto as distopias não são um universo findados em si mesmos. Algumas podem ser bem negativas é verdade, mas outras tantas situações nos servem como alerta e esta, muitas vezes, pode ser a principal ideia por trás dos calhamaços de alguns escritores. Tenhamos fé na humanidade e façamos a nossa parte, ademais, leiamos tudo, rsrrsrs…

Se vocês ainda não foram embora pra Pasárgada e alcançaram este último parágrafo, só me resta pedir que leiam, ou releiam, 1984 e, poooxa, voltem aqui, por favor, para compartilhar conosco as impressões de vocês. Seria maravilhoso trocarmos figurinhas Orwellianas.

Beijoca curioosa

P.S.// Só mais uma coisinha, o final do livro é algo do tipo, caraaaaaaaaaaaaalho bicho, nãããããããããããããããão… 😀  Leiam logo!!!

* ORWELL, G. 1984. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

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36 comentários sobre “Resenha – 1984 – George Orwell

  1. Menina… paro o que estiver fazendo só para ler suas resenha, não-resenhas versus impressões ou seja qual for o título que queira dar… kkkkk mas, é demais. Adoro seu estilo de escrever, muito persuasivo, com um “cadinho” de sarcasmo e uma inteligência bem fundamentada… Adorei ler… Juro que leio esse livro em 2016… Sempre soube que era bom a beça… mas, conseguiu me convencer…

    Abraços…

    P.S.: Seria uma honra ter sua participação no meu Projeto Aprender com Prazer…

    https://laynnecris.wordpress.com/espacoescritores/
    https://laynnecris.wordpress.com/projeto/

    Um grande abraço e um feliz 2016…

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      1. Fico contente que minhas palavras te agradem… foram muito sinceras… e realmente adoro ler suas publicações. Acho que já lhe disse isso. Realmente, quero ler esse livro faz um tempo. Mas, sabe quando vai empurrando… agora vou colocá-lo na listinha… Ah, vou ler sim…

        E, fica a vontade… mi blog su blog… rs

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                    1. Vai demorar um pouco. Estamos pensando em como vamos dividi-lo. A narrativa não é linear. Começa num dia de 1928, volta pra 1910, depois vai para 1928 outra vez… em dias alternados… e num estilo de escrita totalmente fora do padrão… ele escreve como se fosse um diário… texto parece transportado da fala pro papel… Estou mega curiosa…

                      Antes do fim do ano vamos posta a resenha da leitura que compartilhamos de O amante de lady Chatterley… um romance incrível e provocante…

                      Curtido por 1 pessoa

                    2. Encontrei a parceira certa, então. Também fico namorando os sites em busca de descontos nos meus queridinhos. E saio sempre caçando por qq lugar, shopping, rodoviária, feira, sebo, estantes… Cada lugar um desafio.

                      Curtido por 1 pessoa

  2. Mas que resenha, Elaine. Simplesmente espetacular. Gostei muito. Principalmente Pq 1984 está entre minhas próximas resenhas. Li este livro recentemente e já se tornou um de meus favoritos. Sou fã de como vc constrói o texto e nos insere em seu contexto. A forma como vc organiza as ideias é singular! Parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

  3. 1984 está entre meus 10 livros favoritos, porém eu queria fazer uma observação para a nova tradução desse edição. A antiga é muito superior. Na revisão nova há muitas frases e neologismos que foram substituídos. A “novafala” antes era “novilíngua”, que acho mais bonito. Frases como “O Grande Irmão Zela Por Ti” virou “O Grande Irmão Observa Você” ou algo do tipo. Se for para recomendar a leitura de 1984 que façam com as edições entre 1970 e 2002.

    Curtido por 1 pessoa

      1. 1. O jogo da amarelinha (Julio Cortázar)
        2. O livro do desassossego (Bernardo Soares/Fernando Pessoa)
        3. Histórias de cronópios e famas (Julio Cortázar)
        4. Crime e castigo (Dostoievski)
        5. O processo (Kafka)
        6. 1984 (Orwell)
        7. A insustentável leveza do ser (Kundera)
        8. O guardador de rebanhos (Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)
        9. O idiota (Dostoievski)
        10. Elegia para agosto (Roberto Lorembrant)

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  4. Eu li esse livro no original (emprestado). Você não imagina o sofrimento na época. Eu era adolescente, e meu inglês era beem fraquinho.
    Anos mais tarde, quando já dava aulas de inglês, comprei o livro.
    Viajei de São Paulo pro interior, de ônibus, e, infelizmente, deixei ele dentro do ônibus. Tentei recuperá-lo, mas não consegui. Perdi. rs
    Aprendi muito com a leitura – quando me emprestaram – e muitas palavras me fazem lembrar-me dele, como “caption”, “big brother”, e muuuitas outras.
    Loved your writing! 😀

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    1. Noooossa, imagino como deve ter sido frustante ter perdido o livro; a sorte é que vc já conhecia a história, senão teria sido bem pior. Em compensação, vc viveu altas emoções quando leu pela primeira vez em inglês, hein? Isso sim foi bacana e imagino como deve ter sido marcante.
      Fico feliz q vc esteja gostando. Seja sempre bem-vindo!! Beijoca

      Curtido por 1 pessoa

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