Fúria

Sotaque pernambucano é bom, rsrsrs…

A fúria insinuante

A fúria que lhe arranca o grito

O grito de prazer

O grito de liberdade

Liberdade das partículas

Liberdade do teu gozo

Liberdade da tua violência

A fúria do arco que rasga as cordas do violino e produz um som sublime

A fúria das mãos que sabem tocar os corpos e lhes expurgam o mal do represamento

A fúria que violenta o caos do represamento

A fúria que invade e lhe arranca de ti

E na cabeça o único comando permitido é não ser escroto no liberar dos neurotransmissores

F-ú-r-i-a

Dos corpos que se farejam e se tocam e se lambem e se impulsionam freneticamente, fluindo orgasmos, fluindo música, fluindo, fluindo, fluindo…

Fúria das tempestades

Fúria dos vulcões

Fúria das hecatombes

Fúria da histeria

Fúria da insanidade que abre espaço para a vida

para o pulsar

Fúria de um coração que bate

Dessa puta puta bomba que não pode parar antes do tempo

Fúria do sangue

Fúria das artérias que espirram sangue com violência

Que vertem com violência a vida que pulsa intensa dentro de si

Latência e catarse

Latência e catarse

Que gritam e se entranham e se completam

E que se abandonam e se traem e se amaldiçoam

Latência e catarse

Latência e catarse

Fúria dos encontros e desencontros

Fúria

E no cataclismo da fúria, no embate das pulsões, no embate dos corpos, das neuroses, das psicoses, no colidir de tudo que lhe invade, no grito da fera que te atormenta e te sangra sem piedade, o reencontro.

 

 

 

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2 comentários sobre “Fúria

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