Ladrão de ti

 

 

libélula...Por que, por que

Stranger

Vieste cutucar a mim

Que habitava minha solidão em paz?

 

Por que teu zênite

Submergiu ao calabouço

E sem nenhum esforço

Te deixas ficar?

 

Quer saber?

Me incomoda aceitar

Que as profundezas

Te engessaram e te sentes confortável

Me incomoda saber

Que o perdão lhe parece tão inacessível

 

“Conhece-te a ti mesmo”

A chama que nem sempre liberta

A ti, resvala na face e afunda

Por querer, por gozo

Por que te trais? Por que insistes na punição?

 

Que vontade de te ver voar

Diz a libélula,

Que em breve perderá as asas

Que vontade de te ver Senhor de Si

Descobrindo o resplendor da luz imanente

 

Quem serias TU se entrasses em comunhão?

Quem serias TU se te perdoasses as dores?

Quem serias TU se experimentasses tua infinita expressão?

 

Posso te ouvir as borbulhas

Posso te ouvir em efervescência

 

Ah se te enxergasses sob a luz dos olhos meus…

Por entre o caleidoscópio de possibilidades que orvalham

Compreenderias que, ainda que teu farol insista na mesma mensagem,

Radares outros te codificam o cerne.

 

 

Foto: Google Imagens

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2 comentários sobre “Ladrão de ti

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