RESENHA: O SEGREDO DE HEAP HOUSE

O Segredo de Heap House

A tia Rosamud, verdade seja dita, era velha, ranzinza e meio calombenta, mas, sobretudo, costumava gritar, acusar e dar beliscões por qualquer motivo. Ela distribuía, por bem ou por mal, biscoitos antiflatulência para todos nós, meninos. Sempre conseguia nos encurralar na escada e fazer perguntas sobre a história da família; caso errássemos a resposta, confundindo um primo de segundo grau com um de terceiro grau, por exemplo, ela se tornava impaciente e desagradável, pegava sua maçaneta pessoal (Alice Higgs) e batia na nossa cabeça. Seu. Menino. Burro. Aquilo doía. Demais da conta. De tanto sapecar, socar e surrar jovens cabeças com sua maçaneta pessoal, tia Rosamud criou uma má reputação para as maçanetas em geral, fazendo com que muitos de nós as girássemos com cautela por causa das más lembranças com aqueles objetos. Portanto, não foi surpresa o fato de nós, colegas de estudo, termos ficado especialmente desconfiados naquele dia. Muitos não teriam ficado tristes se a maçaneta nunca mais tivesse sido encontrada, e muitos outros pensavam aterrorizados em toda a atividade subsequente caso ela reaparecesse. Mas, sem dúvida, todos nós sentíamos compaixão por Rosamud e sua perda, sabendo que titia já havia perdido algo antes. (CAREY, 2017, p. 15-16)

E foi a partir de então que me vi compelida a gravar áudios e whatsappar Juliana – a prima -, afinal, alguém precisava se acumpliciar da minha expectativa. Expectativa esta que crescia tal qual o mar de cúmulos. Cúmulos que cresciam tal qual a fome de poder e perpetuação do clã dos Iremonger. Perpetuação que carecia de novos membros e, para tal, cooptaria Lucy Pennant. Lucy Pennant que, destemidamente, chafurdaria pelas numerosas lareiras e escadas, escadas e lareiras, até topar com a curioosidade de Clod. E Clod, catalisador oficial do som surround by todos os objetos da quimera feliz, quero dizer, casa feliz, cuidará para que não nos faltem detalhes pitorescos e, mefiticamente, divertidos.

Detalhe, é uma trilogia, portanto, trate de pregar a bunda no sofá com outras leituras até que saia o volume 2. Se bem que… você pode reler.

Ou ainda, quem sabe?, voltar a lidar com aqueles artigos chatientíficos que lhes jogarão na cara, tão logo recomecem as aulas.

Já sei! Você pode montar a árvore genealógica da sua família pra ver se consegue ultrapassar a de Clod. Ou então, ahhhhhhh, se vira!

Aproveitando que em Curitiba/Brasília a galera tá brincando de copiar o Tom Cruise (em Minority Report) – diga-se de passagem, numa versão tupiniquim melhorada, remasterizada e em níveis que vão do power point como prova do pré-crime até delação premiada chancelatória ao infinito e além para picudão mega blaster – resolvi que este seria o meu momento de enquadrar Clod Iremonger e Lucy Pennant, mesmo sem delitos, mesmo sem provas, só porque eu tô afim.

Sr. Clod, poderia nos contar que nomes são esses que você ouvia? 

Eu ouvia apenas nomes, sempre somente nomes, alguns sussurrados, outros berrados, outros ainda cantarolados ou esbravejados, alguns pronunciados com modéstia, outros com grande orgulho ou com uma sofrida timidez. E, para mim, os nomes sempre pareciam estar vindo de vários objetos espalhados por toda a casa. Eu não conseguia me concentrar na sala de aula porque a vergasta ficava repetindo “William Stratton”, o tinteiro dizia “Hayley Burguess” e o mapa-múndi resmungava “Arnold Percival Lister”. (p. 12)

E o que são os objetos de nascença? Explique, por favor.

Quando um novo Iremonger nascia, era um costume de família presenteá-lo com alguma coisa, um objeto especial escolhido pela Vovó. Os Iremonger sempre julgavam outro Iremonger pela maneira como ele cuidava do seu objeto pessoal, seu objeto de nascença, como era chamado. Devíamos carregá-lo conosco o tempo todo. Cada um era diferente. Quando eu nasci, ganhei James Henry Hayward. Foi a primeira coisa que conheci, meu primeiro brinquedo e companheiro. Estava preso a uma corrente de uns sessenta centímetros de comprimento e, na ponta dessa corrente, havia um pequeno gancho. Depois que aprendi a andar e a me vestir sozinho, comecei a usar meu tampão de banheira e minha corrente como muitas outras pessoas usavam um relógio de bolso. Eu mantinha meu tampão de banheira, meu James Henry Hayward, escondido no bolso do colete, por segurança, enquanto a corrente ficava para fora do bolso, formando um U, terminando no gancho que ficava preso ao botão central do colete. Era muita sorte minha ter aquele objeto, nem todos os objetos de nascença eram tão simples quanto o meu. (p. 13-14)

Quer dizer então que você ouvia todos os objetos da família?

Só havia um objeto de nascença em toda a família dos Iremonger que não falava um nome quando eu o ouvia. (p. 15)

NOTA MENTAL: Voltar à este ponto mais adiante. 

Srta. Pennant, poderia, por favor, apresentar-se e nos relatar como era a sua vida antes de Heap House?

Tenho cabelos ruivos e grossos e um rosto redondo e um nariz arrebitado. Meus olhos são verdes e mosqueados, mas esse não é o único lugar em que tenho pintas. Todo o meu corpo é sarapinhado. Tenho sardas, sinais, manchas e um ou dois calos nos pés. Meus dentes não são lá muito brancos. Um dente é torto. Estou sendo sincera. Vou contar tudo como aconteceu e não vou mentir… (p. 21)

Srta. Pennant, lembre-se de que este depoimento é crucial, além do mais, os fatos poderão ser usados contra você!

Vou contar tudo como aconteceu e não vou mentir, atendo-me sempre à realidade. Vou me esforçar ao máximo. Uma das minhas narinas é ligeiramente maior do que a outra. Roo as unhas. Às vezes, os insetos me picam e eu coço. Meu nome é Lucy Pennant. Esta é a minha história. (p. 21)

Preciso de detalhes sobre os seus pais. 

Não me lembro com clareza absoluta da primeira parte da minha vida. Sei que meus pais eram pessoas ríspidas, mas, a seu modo, também demonstravam bondade. Acho que eu era bastante feliz. Meu pai era porteiro na região de Filching-Lambeth, na periferia de Londres, em uma pensão onde muitas famílias moravam. […] Todos nós em Filching servimos os cúmulos de uma maneira ou de outra. Minha mãe trabalhava na lavanderia da pensão, limpando as roupas de muitas pessoas que trabalhavam no lixão, esfregando macacões de borracha e de couro. Eu dizia a mim mesma que um dia eles viriam tirar minhas medidas para o macacão de couro, e esse seria o fim da linha, nada mais a esperar da vida, não depois de eles tirarem as medidas, ou “casarem” você com o seu macacão de couro. O termo era esse mesmo, “casar”, porque aí você realmente deveria dedicar toda a sua vida ao lixão. Não haveria mais nada para você depois do casamento. Seria errado esperar algo. (p. 21-22)

NOTA MENTAL: analisar a mensagem subliminar contida nesta última conjectura, além de destrinchar, polissemicamente, o termo casar. De todo modo, bastante perspicaz em analogias, a Srta. Pennant.

Srta. Pennant, por favor, seja mais clara.

Um dia, ao voltar da escola, vi homens do lado de fora do nosso porão, homens com jeito de autoridade, com folhas de louro douradas bordadas sobre seus colarinhos, não verdes, como as pessoas que eu conhecia usavam em seus uniformes cotidianos. Aquelas pessoas usavam luvas e tinham borrifadores; os que entraram no nosso quarto usavam máscaras de couro com janelas redondas de vidro na altura dos olhos, o que os fazia parecer algum tipo de monstro. Disseram que eu não podia entrar. Esperneei, gritei e fui abrindo caminho, mas lá estavam mamãe e papai, encostados na parede, imóveis como se fossem peças de mobiliário, sem vida em seus rostos, e as orelhas do papai, que sempre foram bastante grandes, pareciam as alças de uma jarra. Um segundo; só os vi por um segundo porque os outros homens gritavam que eu não podia tocá-los, que não podia haver contato algum, e fui puxada para longe. E eu não os havia tocado.[…]

A Febre dos Cúmulos, como era chamada, ia e vinha; aquele era o primeiro surto desde o meu nascimento. (p. 24)

Então a srta. foi parar no orfanato. Diga-nos como era o lugar e como os órfãos eram tratados.

Era um lugar cheio de resmungos e gritos, muitos temores e xingamentos circulavam por aqueles quartos sujos. Todos tínhamos a certeza de que deveríamos nos casar com os cúmulos quando crescêssemos, não havia escapatória naquele lugar. Ouvíamos as montanhas de lixo se agitando, tremendo e gemendo durante a noite e sabíamos que, logo logo, estaríamos lá fora no meio daquilo tudo. […]

Havia outra menina ruiva no orfanato. Ela era cruel e estúpida. A mocinha achava que só devia haver uma garota com aquele tipo de cabelo no orfanato. Brigávamos, mas por mais que eu a surrasse, aquilo nunca tinha fim. Eu sabia que, ma primeira chance, ela me atacaria novamente, por pura maldade. Ela era raivosa a esse ponto.

E pronto.

Acho que é tudo. Sério mesmo. Lembrar é difícil, cada vez mais difícil. Uma vez lá dentro, nunca saíamos do orfanato, e aquelas velhas passagens das nossas vidas iam ficando distantes, e quanto maior a distância, menor a certeza que tínhamos a respeito. Mas acho que estou certa. Sério mesmo. (p. 26)

NOTA MENTAL: senso de auto-defesa preservado. Não se vitimiza. Eloquente. Destemida. Perspicaz. À propósito, fala pelos cotovelos.

Como a srta. foi parar em Heap House?

Um homem chegou no orfanato especificamente para me ver. Disse que se chamava Cusper Iremonger. […]

– Tudo bem – falei -, então o que eu sou, uma herdeira?

Ele disse que não era o caso, mas que havia trabalho, caso eu aceitasse, em uma grande mansão. Na verdade, ele queria dizer na grande mansão.

Eu obviamente conhecia os Iremonger, todo mundo conhecia, todos em Filching, e, suspeito, em outros lugares também. Eles eram donos de muita coisa. Eram donos do Grande Cúmulo. E eram cobradores, desde sempre, e, segundo o que diziam, eram os credores de todas as dívidas de Londres e resolviam arrecadá-las quando sentiam vontade. Eram riquíssimos. Pessoas estranhas, frias. Nunca confie em um Iremonger, é o que sempre dizíamos em Filching, entre nós. Não devíamos falar isso na frente deles. Perderíamos o emprego. Fora de cogitação. Eu tinha ouvido histórias sobre a casa deles, lá longe, em meio aos cúmulos, mas nunca a tinha visto. Só um grande borrão à distância. Mas, agora, talvez a visse. Era uma chance para me livrar do trabalho no lixão, para deixar a touca de couro para trás, provavelmente a única chance que eu jamais teria. Eu ficaria muito contente, falei. Agradecida. Que sorte!

– Então, não vou me casar? – perguntei.

– Não – respondeu ele. – Não com os cúmulos.

– Fechado – falei.

– Por favor, se apresse. (p. 28)

Tudo bem, srta. Pennant! Faremos uma pausa no depoimento agora. Muito obrigada!


Brincadeiras à parte (e eu meio que me senti na pegada de Uma Cilada para Roger Rabbit, seres humanos, desenhos, desenhos, seres humanos… Como eu gosto dessa coisa…), a receita do bolo é gostosa, divertida e, por quê não?, batida, mas mesmo assim, gostosa. Temos a boa e velha ladainha dos órfãos que superam seus zilhões de perrengues, temos perda de identidade, dificuldade de adaptação e sociabilidade, choque de classes, dual dual dual mauzinho bonzinho mizeravinho escrotinho legalzinho silenhadinho raladinho escoriadinho massobretudofiiiiirmeeflexivel, amizades muy queridas, e, amorzinho adolescente. Como lhes preveni, nada de novo. E também a pegada ora tu é a caça, mas quando tu for o caçador, que o outro cooorraaaaaa…

Adentraremos o suntuoso palácio, remendado, rodeado de lixo por toooooooodos os lados, inclusive, não esquente se rolar aquele raio xis Tim Burton (saudadezinha Beetlejuice <3) e aquela intimidade, suave, com o terrorzinho do clima caloroso e levemente mantido às custas de muita sedação, eficazmente manipulada com as sujeiras de Londres para nutrir e alienar, amorosamente, os dóceis cérebros dos Iremonger trabalhadores, que jamais deverão olhar, conversar ou se misturar com os SupraIremonger. Pecado mortal. Se cair na tentação, vai arder na fogueira dos infernos, quer dizer, vai catar quinquilharia nos cúmulos e torcer pra não ser abandonado, ops, ficar perdido por lá.

Muitos nomes à disposição. Muitos mesmo. Talvez, dê pra vender na feira de sábado e postar como #tbt no instagram. Fica a dica. Mas, cada Iremonger, além do nome que consta no RG, te obriga a conhecer o nome do seu objeto particular. Que, como já sabemos, somente Clod ouve. Superpoder desgraçado, enfim… Ora ele é zuado por isso, ora requisitado por tal. Ah! Clod tem quinze anos e meio – adolescente, tímido, nunca beijou, viajandão – e veste calças curtas de fustão. A tradição diz que, ao completar os 16, usará calças compridas, será respeitado e se fustigará com o Colóquio (que significa uma espécie de batismo de sangue, por 30 minutos, onde cada um – ele e a pretendida – dirá qual é a graça do seu objeto de nascença; já ia esquecendo, futuramente terão quartos novos, uma maneira saliente de dizer que o casamento é impositivo) com a prima Pinallippy, que tinha “uma leve penugem escura sobre o lábio superior” (agora me diga se é da sua conta a criatura ter ou não uma pinça ou cera depilatória em casa? Se ela depila ou não a porra dela, é problema exclusivo da própria, inclusive, ela pode estar empoderada ao ponto de deixar tudo crescendo na santa paz de Jah. Carey Carey, se liga. Beijo *-*).

Só que nesse ínterim, Lucy Pennant é notada, aí, bom…

Estava bem perto da Sala dos Colóquios quando ouvi um novo murmúrio vindo da sala dos professores. Espiando lá dentro, vi uma criada Iremonger ocupada com suas tarefas de limpeza noturna e, de início, não dei muita importância. Tenho pouco tempo para os criados Iremonger, mas prefiro quando eles chamam menos atenção, e estava prestes a seguir em frente quando ouvi que tinha algo de muito errado com aquela Iremonger. Eu achava que criados Iremonger nunca faziam barulho, mas aquela fazia. Aquela criada estava sem dúvida dizendo algo com a sua boca de serviçal fechada. Por que ela estava fazendo ruídos? O que estava dizendo? Enquanto eu prestava atenção nas palavras, a criada Iremonger, que naquele momento notei que era jovem e tinha uma cabeleira ruiva embaixo da touca, aproximou-se de mim com um olhar ensandecido e acertou minha cabeça com um balde de carvão. (p. 113)

Lucy não leva desaforo pra casa, acredito, inclusive, que seja aquariana ❤ e também não será processada por agressão. Capítulos adiante – quando souberem que ela andou trocando WhatsApp com Clod, mentira, eles não têm WhatsApp (graças aos cúmulos, eles são serumaninhos que dialogam entre si e marcam de se encontrar e se encontram mesmo. Até porque, de vácuo, já basta a vida e os salões e os subníveis que os separam) – veremos que ela só será enviada para uma missão especial, com traje espacial, 500 metros de distância no lixão, sem nenhum risco evidente de ficar, propositalmente, perdida por lá. Tudo tranquilo, bonito e malcheiroso, na mais  perfeita ordem. Porque são tooooodos legais.

Outra coisa bacana, encontrei um caso clínico para minha prima – a Juliana – e para a amiga Caty, futuras psicólogas. Fiquei muito sentida, pois não deu tempo de encontrar a srta. Solly com vida e encaminhá-la ao consultório. Uma tristeza! Mas, desde já, fica o alerta, não broncoaspire palavras, não embolize palavras, não infarte por ausência de fluxo sanguíneo de palavraaaaaaaaaaaaaaas. Nããããããããããããããõooooooo!!!!! Ponha-as pra fora, grite os diabos das palavras, ou as diga gentil e suavemente se for o caso, mas ponha essas misérias lindas para fora. Liberte-se!

Uma declaração de Solly Smith, Claviculária, Forlichingham Park, descoberta após sua morte trancada em uma caixa-forte no porão, dentro de um cofre, no interior de uma caixa de ferro, fechada com cadeado.

Eu, Solly. Solly, a claviculária.

Muito reservada. Toda fechada. Não digo nada. Guardo tudo. Trancado. Palavras demais. Na minha opinião. Um exagero. Tranque-as. Nunca conte a ninguém. Solly não deixa uma palavra sequer escapar. Todos aqueles segredos. Guardá-los-ei comigo. Eu me fechei anos atrás, não me abri mais. Já fui destrancada. Era bom, ótimo. Seu nome era William Hobbin. Morreu logo em seguida, cólera seca, encerrado para sempre longe de mim, mausoléu… (p. 57)

E, claro, não poderia faltar aquela pitada subliminar do patriarcado nosso de cada dia, né? Suave suave, quase imperceptível à olhos distraídos, mas firme e operante. Sentando o sarrafo no centro dos Iremongianos e transformando, peculiarmente, as vidinhas do  mais novo casal shippado do universo fedorento.

Meu avô, a origem de todas as leis, a origem de todo o terror. Para nós, Iremonger, Vovô representava os planetas e seus movimentos: nenhum sol jamais poderia surgir, nenhuma manhã, nenhuma cor, nenhum movimento, nenhum respiro poderia se manifestar sem que ele ordenasse. Vovô era a permissão para existir envolta em roupas escuras, em um terno negro, negríssimo. (p. 231-232)

Vovô, numa atmosfera fleumaticamente misantropa, também transmite conhecimentos que precisam ser perpetuados; pouco importando se são escusos, preconceituosos, classistas, ordinários, vis. Vovô acredita fortemente nas sábias palavras, de não sei quem, “estamos vencendo”.

Clodius Iremonger, preste bem atenção agora, muita concentração – disse o vovô, com uma voz gentil. – Não foi só o lixo que veio para Filching. Muitos dos pobres foram arrebanhados e trazidos para nós aqui, os malnutridos, os desventurados, os criminosos, os endividados, os estrangeiros, pessoas dessa laia, as piores de todas, cansadas e desgraçadas, bêbadas e gemedoras, gentinha que vasculha os cúmulos para nós, andando, triando e entregando. Os pobres, os desafortunados. Sempre existiram pobres e desafortunados. (p. 240)

Qual deveria ser o melhor destino para uma criatura dessas, hein? Teremos que aguardar os futuros volumes. Por enquanto, deixo-os nessa pegada Iremongiana. É bem verdade que eu deixei de retratar alguns momentos em que Lucy me encheu de orgulho com suas respostas pontuais. Se bem que tem um lance não tão legal assim, de roubar coisas para dar o troco. Pais que lerem para acompanhar seus filhos, aconselhem que isto não é bacana, que sempre temos escolhas e que dá pra evoluir de padawan à jedi, é só se manter no caminho da Força. Só mais uma coisa, Clod é um romântico. Achei fofinho.

Por hoje, é isso.

Curioos@s, câmbio, desligo.

 

Livro, gentilmente, enviado pelo Grupo Editorial Record em parceria com o blog Curioosamente.

CAREY, E. O segredo de Heap House. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017.

P.S./ Os desenhos contidos no livro são do próprio autor e são geniais, principalmente para mim, que só sei riscar cubo, estrela, coração e frô :S a santa habilidade da risquescência picou a mula na minha vez :s   Destá, sacana, destá!

 

 

 

 

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5 comentários sobre “RESENHA: O SEGREDO DE HEAP HOUSE

        1. Muito boa essa rezenha Elaine, realmente fiquei com vontade de “conhecer” essas pessoas, fiquei com peninha das crianças mas me coloquei também no lugar da tia Rosamound. E os outros? Ah, que legal seria ou acho que será muito bom acompanhá-los nessa roda da vida!
          Beijos. Aguardo as próximas!!!!!

          Curtido por 1 pessoa

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