Coincidência? Sincronia?

Será mesmo que existe COINCIDÊNCIA? Segundo a Teoria do Caos, pequenas mudanças em determinados eventos podem ocasionar consequências inimagináveis e que, levando-se em conta a imprevisibilidade dos mesmos, poderiam gerar o caos. Maaaaas, e daí? Bem, gostaria de propor que guardássemos a palavra SINCRONIA como o “Ás da manga”, para tentarmos elucidar alguns fatos mais adiante.

É sabido que Nietzsche, e também Freud, apreciavam bastante o nosso querido camarada Dostoiévski, e que todos eles foram mentes muito à frente do seu tempo, não só em nível de elucubração, mas também de ações e atitudes que alçassem mudanças no contexto do seu tempo. Isto posto, lhes mostro a encruzilhada em que me vi presa; em Os Irmãos Karamázov, Dostoiévski faz uma clara denúncia/crítica acerca das especialidades médicas, e o faz por meio de uma personagem bastante inusitada – o diabo (figura literária utilizada para denotar o alterego de outro personagem). Até aí, tudo bem, nada de novo, mas eis que

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Resenha: Os Irmãos Karamázov

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Tá, tudo bem, eu confesso, tenho uma queda pelos clássicos, assumo, mas que atire a primeira pedra quem nunca se embrenhou e se perdeu por estas paragens. Pronto, falei!!! E que paragens, rsrsrs…

Bom, meu primeiro contato com Dostoiévski começou com Crime e Castigo, nos idos de 1999, e, categoricamente, me vi impelida, rendida e apaixonada por Raskólnikov, o anti-herói. Sofri com a sua crise, com a sua sina, e não conseguia, ou não queria, aceitar que uma pessoa com aquela alma, índole e discernimento pudesse ter sido levado a cometer tamanha loucura. Ali, compreendi que o talentoso mestre russo não havia nascido para ficar à paisana e nem tampouco para perder tempo floreando sonhos intangíveis e imaculados; se a vida demonstrava sinais de brevidade, então, que fosse intensamente vivida.

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