Resenha: O Jogo da Amarelinha

O Jogo da Amarelinha.

Dia desses lembrei de um jogo ao qual fui apresentada enquanto estava na sétima série, o Tangram. Joguinho simples, composto por sete peças de madeira e que lhe permite criar coisas incríveis, bastando apenas abusar da criatividade. Beleza! Acabei por esquecê-lo em seguida, mas tempo vai, tempo vem, marco com minha prima no shopping e nos encontramos na Saraiva. Assim que olho a primeira tenda de lançamentos, eis que, curioosamente, me deparo com uma caixa de Tangram. Fiquei com aquela sensação gostosa da surpresa, apesar de um tanto acabrunhada com o número de peças – 72. É, né?, se tudo evolui, porque não aumentar o conteúdo da caixa?

Noutro dia desses, fiquei com a proposta do Glauber Rocha no juízo “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”. Não, eu não quero filmar nada, cada qual no seu cada qual, mas senti vontade de suscitar o jogo e o cineasta para alcançar o Julio Cortázar no sentido de que, partindo do simples que lhe rodeia, coisas fantásticas podem surgir; claro, nem sempre algo incrível para alguns (como, por exemplo, os encantos absurdos da simplicidade ou a beleza incandescente do comum, do cotidiano, do despercebido) será compreendido igualmente por outros, mas só o fato de todos eles existirem já faz com que mais e mais luz se mantenha firme e imponente diante dos buracos negros vários que insistem em sugar estrelas, planetas e galáxias.

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