Resenha: Frankenstein

Frankenstein.

Inspirada pelas histórias de fantasmas que eram contadas por um grupo de amigos, nas reuniões promovidas em sua casa, nos chuvosos dias de 1816, Shelley pegou-se sonhando com a trama de um rapaz, um jovem cientista, que daria vida à uma criatura abominável, a abandonaria e, a partir de então, passaria a ser punido por ter ousado crer-se um Deus capaz de despertar a centelha divina em um corpo inanimado. Tal história, lançada ao público em 1818, veio a lograr muito sucesso e o interessante é que, com ela, algumas analogias ficaram eternizadas e são muito usadas até os dias de hoje, como é o caso por exemplo, da noção de personificação entre Criador e Criatura, pois Victor Frankenstein foi o cientista, ao passo que a criatura sempre fora chamado por Monstro ou Demônio, mas suas alcunhas foram embrenhadas de tal forma, que os termos acabaram se hibridizando. A outra analogia diz respeito ao Complexo de Frankenstein, muito usado para designar, na robótica – o arvorado medo dos robôs e de que eles possam acabar com a humanidade – e, na psicanálise – para abordar os aspectos da dor da rejeição, do medo, da humilhação e sua influência direta no comportamento dos indivíduos.

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