Kafka, Foucault e o power point

kafka foucault e o power point

ALGUÉM CERTAMENTE HAVIA CALUNIADO JOSEF K. pois uma manhã ele foi detido sem ter feito mal algum” – eis que assim começa o emblemático imbróglio de Kakfa e o que deveria estar circunscrito ao, inextinguível, universo da literatura, notoriamente troça de nossas caras a véu suspenso, e a contento, pois que a justiça, esta senhora que outrora fora esculpida com ares de prudência e equilíbrio, agora acusa baseada em inalienáveis slides de power point – as provas são prescindíveis – e retóricas refinadas fazendo da canhestra realidade fonte de suplícios que julgávamos sepultados.

Se você leu Kafka julgando tratar-se de absurdos de uma escrita brilhante, penso que seja justo chutar o seu castelinho de areia; mas, por favor, não me leve a mal e não me tome por carrasca, afinal, quem articula sobre a tecnologia política do corpo e se embrenha na microfísica do poder são aqueles que vestem pele de cordeiro e se aconchegam nas minúcias do Golpe. Ademais, qualquer semelhança com a realidade NÃO É mera coincidência

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Questão de opinião

Esse mundo é muito curiooso. Acho tão interessante quando uma pessoa opta por sair da sua impoluta posição de dona da verdade e se aventura a entrar na timeline alheia para, debochamente, proferir seus achaques desprovidos de argumentos, desprovidos de consistência políticoideológica e calcados meramente no preconceito, cunhados pobremente na alienação.

Eu, realmente, não tenho nada contra a opinião alheia, afinal, vivemos numa Democracia e cada um tem o direito de expressar o que quer e bem entende, inclusive, considero extremamente fortuito o confronto profícuo de ideias. E respeito tanto, tanto, a liberdade de expressão que me digno a manter tais comentários lá para que, quem sabe?, a pessoa tenha a oportunidade de reavaliar seus lapsos de acefalia ou, quiçá, se empenhe na pesquisa antes de se aventurar nos iminentes diálogos.

Confesso que, amiúde, sou deveras paciente, pois gosto de ver até que ponto uma pessoa preconceituosa pode chegar; gosto de ver os desvarios que pode cometer e as palavras de que fará passaporte para se lamentar na eternidade, afinal, os servidores do Google, creio eu, estão bem empenhados em sobreviver à uma terceira guerra mundial, a novos ataques nucleares e ao escambau a quatro.

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