Pura Poesia

Ainda não terminei a leitura de Assim Falava Zaratustra, todavia, não pude me furtar de vir aqui e transcrever, literalmente, todo um trecho que considero lindo e fausto sobremaneira, simplesmente Pura Poesia, e que trata da visão nietzscheana acerca da aceitação do Eterno Retorno, da reconciliação com o  destino.

Do grande anelo

“Ó minha alma, ensinei-te a dizer ‘hoje’, como se diz ‘um dia’ ou ‘noutro tempo’, e a dançar acima de tudo quanto se chama ‘aqui’, ‘acolá’, ou ‘além’.

Ó minha alma, limpei todos os teus recantos; afastei de ti os pós, as aranhas e a obscuridade.

Ó minha alma, lavei-te do mesquinho pudor e da virtude meticulosa, e te persuadi a ofereceres-te nua ante os olhos do sol.

Continuar lendo Pura Poesia