Resenha: Assim Falava Zaratustra

Assim Falava Zaratustra.

Comprei-o sem realizar uma prévia pesquisa acerca de qual editora seria a mais indicada, todavia, acredito que este exemplar, da Editora Vozes, me caiu muito bem devido às suas notas de rodapé que, mais do que nunca, foram bem-vindas, afinal Assim Falava Zaratustra não é um livro de bolso, ao contrário, é bastante denso.

Não sou conhecedora do universo de Nietzsche e este foi o meu primeiro contato com a sua obra, efetivamente, pois apenas conhecia alguns dos conceitos mais recorrentes; desta forma, movida pela curiosidade, alcancei o fruto de um intenso e elaborado trabalho; que, por sinal, muitos estudiosos o recomendam como uma espécie de última leitura, depois de nos familiarizarmos com os seus termos e ideias (dispostos em outras publicações como, Crepúsculo dos ídolos, Além do Bem e do Mal, Ecce Homo, Genealogia da Moral, Gaia Ciência), mas, enfim, fui intuitivamente conduzida e tratei de buscar outras referências para melhor compreendê-lo.

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Coincidência? Sincronia?

Será mesmo que existe COINCIDÊNCIA? Segundo a Teoria do Caos, pequenas mudanças em determinados eventos podem ocasionar consequências inimagináveis e que, levando-se em conta a imprevisibilidade dos mesmos, poderiam gerar o caos. Maaaaas, e daí? Bem, gostaria de propor que guardássemos a palavra SINCRONIA como o “Ás da manga”, para tentarmos elucidar alguns fatos mais adiante.

É sabido que Nietzsche, e também Freud, apreciavam bastante o nosso querido camarada Dostoiévski, e que todos eles foram mentes muito à frente do seu tempo, não só em nível de elucubração, mas também de ações e atitudes que alçassem mudanças no contexto do seu tempo. Isto posto, lhes mostro a encruzilhada em que me vi presa; em Os Irmãos Karamázov, Dostoiévski faz uma clara denúncia/crítica acerca das especialidades médicas, e o faz por meio de uma personagem bastante inusitada – o diabo (figura literária utilizada para denotar o alterego de outro personagem). Até aí, tudo bem, nada de novo, mas eis que

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Pura Poesia

Ainda não terminei a leitura de Assim Falava Zaratustra, todavia, não pude me furtar de vir aqui e transcrever, literalmente, todo um trecho que considero lindo e fausto sobremaneira, simplesmente Pura Poesia, e que trata da visão nietzscheana acerca da aceitação do Eterno Retorno, da reconciliação com o  destino.

Do grande anelo

“Ó minha alma, ensinei-te a dizer ‘hoje’, como se diz ‘um dia’ ou ‘noutro tempo’, e a dançar acima de tudo quanto se chama ‘aqui’, ‘acolá’, ou ‘além’.

Ó minha alma, limpei todos os teus recantos; afastei de ti os pós, as aranhas e a obscuridade.

Ó minha alma, lavei-te do mesquinho pudor e da virtude meticulosa, e te persuadi a ofereceres-te nua ante os olhos do sol.

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