Resenha: O Aberto – o homem e o animal

O aberto

A pergunta que não quer calar: a quantas anda o nosso lado animal? Ele existe, subsiste ou faz birra? Tais questionamentos podem até parecer perda de tempo, mas se por um lado controlamos as emoções ao ponto de sermos hipócritas, quer dizer, comedidos nas relações afim de evitarmos os estranhamentos (talvez até processos), por outro, a ciência busca meios para a criação de robôs cada vez mais “sensíveis”; se por um lado domesticamos os ímpetos e arroubos de violência dos nossos animais de quatro patas, por outro, há quem assassine a companheira que dorme ao lado ou o cidadão que grita a falência dos padrões sociais de heteronormatividade; se por um lado não conseguimos lidar com o preço da realidade sem o intermédio dos ansiolíticos, por outro, entregamos o lombo temperado e anestesiado às amarras do capitalismo, assim, quem sabe?, rolam imagens psicodélicas de fundo enquanto se dá o esquartejamento e, posterior, depósito de nossos cérebros na sarjeta.

Aonde foi que, nesse curto-circuito, nos perdemos? Aonde foi que, nesta sanha desenfreada por controle, controle e mais controle, perdemos o equilíbrio? E por que foi mesmo que surgiu essa necessidade de estrangular o lado animal? Será que não precisamos mais dessa bússola, dessa força avassaladora, ancestral, vulcânica, que nos arranca dos recônditos e nos cospe ao mundo sem máscaras, deixando-nos expostos, nus, vulneráveis, quiçá imbatíveis, ou será que estamos lidando muito bem com seu ostracismo ao ponto de prescindirmos dela? Nessa encruzilhada, ou melhor, nesse abismo, exatamente aqui, deixo-os em silêncio, em companhia apenas dos seus pensamentos, na esperança franca de que possam lidar com o eu inconsciente/instinto/não-aberto ou seja lá qual for a referência que melhor lhes aprouver.

No livro, vinte capítulos e um só panorama: limites entre o homem e o animal. Por entre conflitos abissais, céus e terras, caos e adormecimentos, Agambem faz o papel de advogado do diabo e, como bem antecede Joel Birman, trilha caminhos concisos e pautados “pela grande economia no uso das palavras”.  A nós, não cabe a inércia, ao contrário, somos excruciados pelas perguntas que se atropelam e que se não forem feitas no intervalo do nosso tempo desperto, que a tumba as acolha e encerre.

A seguir, apenas alguns vestígios das suas conexões.

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Resenha: Cenas Londrinas

cenas londrinas

Deixe-me ver, um sexteto afiado ou um punhado de palavras cortantes? Sinceramente? Tanto faz, pois em se tratando de Virginia Woolf  a expectativa é sempre compensadora. E tanto mais importa se estamos a cruzar as casas de grandes homens, as abadias e catedrais da cidade ou o retrato de uma londrina; a única coisa que conta, de verdade, é sacar o quê que esse abalo sísmico tem a dizer.

Desembaraçada e trigueira, a temos na compilação dos cinco ensaios que sacodem a poeira de Londres, a sua cachaça mais querida. Lépida e faceira, a aspergimos no lar de Mrs. Crowe, a única crônica do pedaço.

Lamento, contudo, a abusada obtusidade da publicação, 94 páginas. Isso sim, é de causar contragosto; logo, se me permitem, deixo um conselho breve, sorvam cada gole do chá das cinco com calma, com entrega, e, bom… , sem pressa, pois esta será, talvez, a melhor forma de desfrutar.

P.S.// Deixo-os com uma única citação milimetricamente pulsante (algo dificílimo para mim, rsrsrs… ). E, por favor, apertem o play.

O baratinho de ler VW é que ela não manda recado, diz na lata; é cunhada daquele mesmo grafite que registra e sublinha o papel de uma vez só. Se tentar apagar, vai borrar, mas mesmo assim vai ficar foda.

Curioos@s, aquele abraço!

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Resenha: A Senhora de Wildfell Hall

a senhora de wildfell hall

Me pergunto se fosse o caso de ter sido apresentada à Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade, O Morro dos Ventos Uivantes, Jane Eyre e A Senhora de Wildfell Hall sem suas capas originais e sem informações acerca de quem as escreveu, apenas o texto cru, se teria condições de discernir, com precisão, sobre qual era a obra de determinada autora e sobre os seus aspectos intrínsecos. Provavelmente, teria dificuldades e digo isto porque tanto Jane Austen quanto as Irmãs Brontë carregam em seu dna uma quase obrigatoriedade de preciosismo moral e ético na construção de suas protagonistas.

Sim, por meio de quaisquer que sejam os romances destas inglesas, você sempre encontrará histórias muito bem elaboradas e alicerçadas nos moldes da dignidade e da respeitabilidade, uma cobrança sumariamente excessiva, mas tacitamente destinada a poucos grupos; e, sinceramente, o indulto é pesado, pois às mulheres eram relegados os papéis de espinha dorsal, ao passo que ao homem a figura do homúnculo, plenamente disponível ao mundo sensorial, imerso nos elásticos limites da “excentricidade” – bebidas, jogos, relações extraconjugais, falcatruas, mau-caratismo, etcetera, etcetera – e com as bênçãos da sociedade, é claro… A boa e velha sociedade que vive de flertar com a hipocrisia.

Na Inglaterra da era vitoriana, onde imperavam as obtusas diferenças entre as classes sociais, o papel da mulher se restringia à manutenção do lar, cuidado dos filhos e total submissão e dependência ao marido. As personagens da grande maioria desses romances, delicadas ou, aparentemente, muito duras, tendem a encarar as situações com uma resignada força e não se abatem mediante a escalada dos montes ou montanhas de desafios, ao contrário, os encaram com uma fibra descomunal e que lhes agrega muito. Logicamente que as histórias giram em torno do amor e dos ardis e conquistas que tanto lhes floreiam o percurso, mas afinal é isso que também encaramos, né?, pois em qualquer que seja a época, tudo sempre gira em torno do amor, seja lá qual for, por quem for ou pelo quê for…

Por que ler Anne Brontë, afinal? Ora, porque em seu cerne, sim, ao vasculharmos todas as suas camadas e mais camadas de pesadas páginas, lhe capturamos o grito que sai rasgando as cordas vocais e que ecoa aos quatro cantos do mundo a inquietude, o anseio por mudanças e pela soberana necessidade de encarar os enfrentamentos da vida, independentemente dos castradores potenciais femininos, vulgo patriarcado, religiosidade e algemas sociais.

Só mais uma coisa, quer seja como Helen Graham ou Sra. Huntingdon, a moradora de Wildfell Hall é uma daquelas criaturas que você tem vontade de dar um abraço apertado e dizer “vai, minha querida, seja feliz”. E, bom… , se rolar aquele velho link entre a leitura e a lembrança da série Downton Abbey, relaxe, pois ambas conseguiram ser muito felizes na construção e condução dos seus trabalhos.

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Resenha: Fatos e falácias da economia

fatos e falácias da economia

O que você tende a fazer quando é confrontado por ideias diferentes das suas? Consegue ir até ao fim da conversa, da leitura, do vídeo ou o que quer que seja ou simplesmente aciona as suas versões Talião, justiceiro, vingador e cai pra cima? Você consegue equilibrar a balança antes de emitir um depoimento que considere justo, mesmo que seja à respeito daqueles pontos-de-vista que te incomodam e que consideras discrepante?

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RESENHA: O SEGREDO DE HEAP HOUSE

O Segredo de Heap House

A tia Rosamud, verdade seja dita, era velha, ranzinza e meio calombenta, mas, sobretudo, costumava gritar, acusar e dar beliscões por qualquer motivo. Ela distribuía, por bem ou por mal, biscoitos antiflatulência para todos nós, meninos. Sempre conseguia nos encurralar na escada e fazer perguntas sobre a história da família; caso errássemos a resposta, confundindo um primo de segundo grau com um de terceiro grau, por exemplo, ela se tornava impaciente e desagradável, pegava sua maçaneta pessoal (Alice Higgs) e batia na nossa cabeça. Seu. Menino. Burro. Aquilo doía. Demais da conta. De tanto sapecar, socar e surrar jovens cabeças com sua maçaneta pessoal, tia Rosamud criou uma má reputação para as maçanetas em geral, fazendo com que muitos de nós as girássemos com cautela por causa das más lembranças com aqueles objetos. Portanto, não foi surpresa o fato de nós, colegas de estudo, termos ficado especialmente desconfiados naquele dia. Muitos não teriam ficado tristes se a maçaneta nunca mais tivesse sido encontrada, e muitos outros pensavam aterrorizados em toda a atividade subsequente caso ela reaparecesse. Mas, sem dúvida, todos nós sentíamos compaixão por Rosamud e sua perda, sabendo que titia já havia perdido algo antes. (CAREY, 2017, p. 15-16)

E foi a partir de então que me vi compelida a gravar áudios e whatsappar Juliana – a prima -, afinal, alguém precisava se acumpliciar da minha expectativa. Expectativa esta que crescia tal qual o mar de cúmulos. Cúmulos que cresciam tal qual a fome de poder e perpetuação do clã dos Iremonger. Perpetuação que carecia de novos membros e, para tal, cooptaria Lucy Pennant. Lucy Pennant que, destemidamente, chafurdaria pelas numerosas lareiras e escadas, escadas e lareiras, até topar com a curioosidade de Clod. E Clod, catalisador oficial do som surround by todos os objetos da quimera feliz, quero dizer, casa feliz, cuidará para que não nos faltem detalhes pitorescos e, mefiticamente, divertidos.

Detalhe, é uma trilogia, portanto, trate de pregar a bunda no sofá com outras leituras até que saia o volume 2. Se bem que… você pode reler.

Ou ainda, quem sabe?, voltar a lidar com aqueles artigos chatientíficos que lhes jogarão na cara, tão logo recomecem as aulas.

Já sei! Você pode montar a árvore genealógica da sua família pra ver se consegue ultrapassar a de Clod. Ou então, ahhhhhhh, se vira!

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Resenha: Os Excluídos da História – Operários, mulheres e prisioneiros

Os excluídos da história operários, mulheres e prisioneiros

Há coisa de quinze dias estive com minha tia numa loja de móveis e eletrodomésticos. Enquanto aguardava o vendedor finalizar o pedido, via um jovem negro descarregando as mercadorias do caminhão de entregas, juntamente com seu companheiro de serviço.

Ele recebeu, acomodou no ombro esquerdo, um colchão de casal, depois adentrou a loja e seguiu – até ao final do imenso galpão que a constituía – encarou o primeiro lance de escadas, fez a manobra (era uma escada do tipo ziguezague) e subiu o segundo lance.

Desceu, recebeu em torno de três televisores (afinal, se é preciso subir tantas escadas, porquê não pegar logo vários de uma vez e diminuir as subidas, né? Assim pensaram e fizeram), acomodou no ombro esquerdo, e seguiu.

Recebeu mais um televisor, dessa vez com três caixas de liquidificador em cima, opsss uma caiu, o ajudante pegou do chão, reposicionou, e lá se foi outra vez.

Viro pro atendente e pergunto:

– Não tem um elevador que ele possa utilizar ou um sistema de alavancas?

– Não.

– Que absurdo… E se uma mercadoria cair e avariar, ele tem que pagar?

– Normalmente, sim.

– Ninguém se incomoda com o fato de não haver elevadores? Nem os cliente falam nada?

– Não!

– Gente, como assim ninguém se importa? Seu chefe não enxerga o perigo que isso representa? Em pouco tempo esse homem vai ter algum tipo de lesão na coluna, dificilmente vai conseguir o benefício do inss (ainda mais agora com o governo vetando tudo), se vacilar, em pouco tempo perde até o emprego, e aí, como sobrevive? Depois abrem a boca pra falar que grande parte dos processos empilhados são da justiça do trabalho. Levar em consideração as condições de trabalho, não levam, mas se utilizam do argumento dos processos para dizer que um trabalhador com carteira assinada é caro para a empresa e que isso justifica a reforma trabalhista escrota que estão nos empurrando goela abaixo.

Ao que ele emenda o soneto da pior maneira possível:

– É por isso que nossas mães dizem que a gente tem que estudar, né?

Calei a boca. Peguei a nota e, para pagar, minha tia e eu tivemos que subir o inferno das escadas… Sendo que atrás já vinha, novamente, o rapaz.

Nem imagino o peso de todas aquelas mercadorias, mas a conta não fica muito difícil, principalmente, se olharmos por outro ângulo: tal tarefa repetida várias vezes ao dia, seis (ou sete, vai saber!) dias por semana, ao longo de meses e anos. Resultado? Impacto na coluna vertebral e uma série de outras possibilidades. Mas não para por aí, como que esse homem vai suportar os necessários 49 anos de trabalho e contribuição, segundo escravizam, ohhh, ditam as novas regras da Previdência? Com quê qualidade de vida ele vai alcançar a velhice? Aliás, não precisamos nem ir tão longe, apenas pensemos juntos, será que ele consegue, ao final de um dia de batalha, sonhar com um futuro melhor, com uma mudança de emprego ou será que nem pode se permitir a esse luxo porque, afinal, precisa levar o pão para dentro de casa? Quais perspectivas de mudança de vida podem alcançar essa pessoa? A meritocracia diz que ele está no caminho certo, que ele enquadra-se nas estatísticas (só lembrando que estatísticas também mentem…) de crescimento do país etcetera etcetera etcetera

Contudo, os noticiários fazem questão de evidenciar, diariamente, que a base populacional do país está invertendo e que, dentro de pouco tempo, a previdência não dará conta de pagar as aposentadorias de todos. Esquecem-se apenas de frisar que, para tal, o governo ilegítimo pretende onerar apenas o povo, pois os salários da corja do colarinho branco seguem “muito bem, obrigado!”, a corrupção não devolve grana usurpada, taxar as grandes fortunas não entra no script e transparência na gestão dos recursos é igual a unicórnio, ninguém sabe ninguém viu.

No mais, e voltando para o lance da loja, acompanhei o esforço hercúleo do carregador durante os quinze ou vinte minutos em que lá estive. Vi como brotavam, freneticamente, as gotas de suor, vi que sua tarefa – absurdamente necessária – não era valorizada, que a sua saúde e integridade física não eram levadas em consideração, que o dono da loja não ficaria pobre em instalar minimamente um sistema de alavancas para levantar as mercadorias, afinal, além do depósito ser no primeiro andar e a loja no térreo, também não havia elevadores para quem quer que fosse, funcionários, idosos, pessoas com deficiência, enfim, quem quer que fosse olhar, comprar e pagar pelas mercadorias, pois os caixas, também, ficavam no primeiro andar.

E outra, quando o mocinho abordou a questão “do estudar”, será que de fato essa educação tinha elementos de sociologia, filosofia, história, dentre outros aspectos que não o da competitividade, o “eu em primeiro lugar”, o mercado que prevaleça porque eu quero o meu dinheiro no bolso e o resto que se foda? É… Por essas e outras que os novos projetos do governo versam pela Escola Sem Partido, pelas Reformas da Previdência e Trabalhista, pelo extermínio da saúde pública e pela manutenção do estado de “Bem-Estar Social do Capital”, afinal, ele é quem diz o preço de tudo e, pelo visto, de todos.

O que tudo isso tem a ver com o livro? Bom, o título já rasga o verbo sem delicadeza, o único detalhe é que todas as passagens aí contidas são de operários, mulheres e prisioneiros que viveram numa França do século XIX, e SINTO MUITÍSSIMO INFORMAR, mas a sarna tacanha da EXPLORAÇÃO que parasita os homens através dos tempos NÃO PASSOU e RESISTE se metamorfoseando e os vampirizando.

Ademais, optei por trabalhá-lo seguindo as próprias modulações da autora – que o divide em três blocos – assim, neste primeiro momento, veremos a Parte 1 – Operários – que se configura por trazer, essencialmente, os seguintes elementos: trabalho autônomo, luta e rendição às máquinas, migrações temporárias aos centros urbanos, migrações permanentes, estabelecimento e formação da população parisense e, por fim, o grande evento do Primeiro de Maio de 1890.

E, sim, fui compelida a pedir ao Manifesto do Partido Comunista que começasse os trabalhos porque… Ora, porque era inevitável.

Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor e servo, mestre de corporação e então aprendiz – em suma, opressores e oprimidos sempre estiveram em oposição, travando luta ininterrupta, ora velada, ora aberta, uma luta que sempre terminou ou com a reconfiguração revolucionária de toda a sociedade ou com o ocaso conjunto das classes em luta. […]

O modo de funcionamento da indústria, até então feudal ou corporativo, já não dava conta de atender à necessidade que crescia com os novos mercados. Substitui-o a manufatura. Os mestres de corporação foram desalojados pelo estamento médio industrial; a divisão do trabalho entre as diferentes corporações desapareceu perante a divisão do trabalho no interior das próprias oficinas.

Os mercados, no entanto, seguiram crescendo cada vez mais, tanto quanto a demanda. A própria manufatura já não bastava. Foi quando o vapor e as máquinas revolucionaram a produção industrial. O lugar da manufatura foi ocupado pela grande indústria moderna; o do estamento médio industrial, pelos milionários da indústria, os chefes de exércitos industriais inteiros, os modernos burgueses.

A grande indústria produziu o mercado mundial, que a descoberta da América preparara. O mercado mundial deu ao comércio, à navegação marítima e às comunicações por terra entre os países desenvolvimento incomensurável. E esse desenvolvimento, por sua vez, retroagiu sobre a expansão industrial; na mesma medida em que indústria, comércio, navegação marítima e estradas de ferro se expandiam, desenvolvia-se também a burguesia, multiplicavam-se seus capitais, e ela empurrou para segundo plano todas as classes oriundas da Idade Média. (MARX e ENGELS, 2012, p. 44-46)

“PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNAM-SE!”

De tempos em tempo, os trabalhadores vencem, mas apenas de forma efêmera. A verdadeira consequência de suas lutas não é a vitória imediata, mas a unificação cada vez mais abrangente dos trabalhadores. Estimula-a o crescimento dos meios de comunicação, que, criados pela grande indústria, põem os trabalhadores das mais diversas partes em contato uns com os outros. Basta, porém, esse contato para centralizar numa luta nacional, numa luta de classes, as muitas lutas locais, todas elas de caráter idêntico. Mas toda luta de classes é uma luta política. (MARX e ENGELS, 2012, p. 54)

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