Resenha: Sejamos Todos Feministas

Sejamos Todos Feministas

Não saberei precisar a data, lembro apenas que foi no início deste ano que topei com o vídeo da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Lembro que tinha achado massa, de ter considerado a linguagem leve como um ponto positivo, pois agregava no sentido de alcançar várias pessoas, e que havia ficado interessada nos livros, mas o tempo nem sempre ajuda e, por entre uma coisa aqui e outra acolá, acabei esquecendo.

Só que outras vezes, porém, o “acaso” faz uma gracinha e você acaba se batendo exatamente com aquele objeto de desejo que havia ficado para trás. E, convenhamos, a sensação é tão gostosa quanto encontrar aquele dinheiro esquecido no bolso da calça prestes a ser lavada.

Livrinho de bolso, com 63 páginas que comportam a versão modificada da palestra, tão, mais tão gostosinho de ler, que só lamento isso – ser breve demais. Aliás, por mim, poderia ter continuação porque o grande desafio ainda reside no fato do tema não ser compreendido ou reconhecido nas atitudes e pensamentos da dona-de-casa, da mãe que sai cedo pra trabalhar e deixa seu filho na creche, da aposentada que contribui ou sustenta sua família com aquela renda,  das adolescentes que não se veem projetadas na sociedade porque sua realidade não garante perspectivas de mudança de vida, dos garotos e pais e amigos e parceiros que não se acreditam contemplados pelo tema… Enfim, o desafio é falar com o povo e para o povo.

Até porque, não faltariam questionamentos a serem esmiuçados, tipo, quais são as diferentes questões sociais enfrentadas pelas mulheres ao redor do mundo? Ou, visões acerca do feminismo na academia e nas periferias? Ou, qual a importância do feminismo nos movimentos sociais? Ou, qual o papel da educação enquanto condensadora de base dos coletivos feministas? Ou, arcabouço feminista, você conhece? Ou, qual o papel do empoderamento feminino nas militâncias jovens? Você tem noção do quanto o feminismo tem relação com as políticas públicas? Qual a relação entre escolaridade e feminicídio?… Enfim, múltiplas são as questões a serem abordadas (que podem ser pontuadas, inclusive, por qualquer um de nós), o fato é que, para além da efervescência atual ascendida pelas redes sociais, esse é um tema que ecoa aos quatro cantos do mundo e que precisa ser debatido com seriedade.

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