Resenha: Cenas Londrinas

cenas londrinas

Deixe-me ver, um sexteto afiado ou um punhado de palavras cortantes? Sinceramente? Tanto faz, pois em se tratando de Virginia Woolf  a expectativa é sempre compensadora. E tanto mais importa se estamos a cruzar as casas de grandes homens, as abadias e catedrais da cidade ou o retrato de uma londrina; a única coisa que conta, de verdade, é sacar o quê que esse abalo sísmico tem a dizer.

Desembaraçada e trigueira, a temos na compilação dos cinco ensaios que sacodem a poeira de Londres, a sua cachaça mais querida. Lépida e faceira, a aspergimos no lar de Mrs. Crowe, a única crônica do pedaço.

Lamento, contudo, a abusada obtusidade da publicação, 94 páginas. Isso sim, é de causar contragosto; logo, se me permitem, deixo um conselho breve, sorvam cada gole do chá das cinco com calma, com entrega, e, bom… , sem pressa, pois esta será, talvez, a melhor forma de desfrutar.

P.S.// Deixo-os com uma única citação milimetricamente pulsante (algo dificílimo para mim, rsrsrs… ). E, por favor, apertem o play.

O baratinho de ler VW é que ela não manda recado, diz na lata; é cunhada daquele mesmo grafite que registra e sublinha o papel de uma vez só. Se tentar apagar, vai borrar, mas mesmo assim vai ficar foda.

Curioos@s, aquele abraço!

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